Muitos desejos meus foram sendo realizados com o passar do tempo, e inclusive com minha força de vontade. Não deixo de acreditar na lei da atração, pois sempre vi aquilo que desejei profundamente sendo realizado. Tenho orgulho dessa força natural que me envolve e que me traz o que quero. Mas em certos pontos específicos essa força falha continuamente. Será que meu desejo de possuir essas certas coisas é um desejo superficial? Será que no fundo eu não desejo o que momentaneamente quero? Chego a duvidar.
Por vezes o desejo nos sobe a cabeça e nos deixa descontrolados: eis a compulsão. Quando encontro uma brecha para obter o que quero, e quando vejo que há possibilidade de obter o que me é desejado, sem medir muito as conseqüências futuras mergulho no prazer de possuir. Mas há algo que quero certas vezes que me parece tão distante que passo a me sentir tão fraco, tão vulnerável diante de tamanha carência, que a falta de coragem me toma por inteiro, e me tranco em mim mesmo, conformado apenas em ser quem sou sabendo o que sei.
Percebi que eu costumava ver o mundo de dentro pra fora e agora passo a vê-lo de fora pra dentro. Tenho o ímpeto de sair de dentro de mim. E me sinto alheio a muitas coisas e a muita gente que me rodeia. De quando em vez acabo sentindo que as pessoas mais próximas estão mais distantes ainda. E todas essas conturbadas conclusões brotam de uma consciência séria e calculista que talvez precise parar de analisar. Acho que me envolvo demais em minhas próprias análises, transformando-as em obsessões involuntárias.
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