quarta-feira, 23 de março de 2011

Biblioteca


Fiz um cadastro em outra biblioteca pública aqui da cidade. Ainda leio, não como antes, mas leio. Decidi, por conselho de um amigo, conhecer essa outra biblioteca, que fica até mais próxima daqui de casa. Ela se localiza no Benfica. O Benfica é onde eu deveria morar. Lá, nesse bairro dos estudantes, lá se dá os encontros das mais variadas tribos urbanas. E é pra lá que sempre vou esquecer os problemas e escutar o velho samba. O que mais me agrada nesse bairro e a diversidade. Lá tem gente de todo jeito e toda idade. Pois bem, fui fazer meu cadastro lá com o intuito de voltar pra casa com um novo livro. Acontece que um dos documentos que levei não era válido por motivo que desconheço completamente. Existia certo sadismo na moça que faz cadastros, percebi um indicio de felicidade, quando constatou que minha documentação não estava de toda completa. Fiquei desapontado, eu só queria um novo livro e não me deram. Voltei no dia seguinte e esperei por um bom tempo para que o cadastro ficasse pronto. A biblioteca é mais rústica que a outra freqüentada por mim, a tecnologia está ausente no local. Mas não posso ser tão cruel a ponto de só falar de seus defeitos, afinal tudo tem seu lado bom. Seus livros são magníficos e na minha técnica de caçar livros, logo descobri uma prateleira interessantíssima que me cativou. Voltei pra casa com meu livro novo e minhas novas impressões. A moça que me atendeu, outra, mais séria, impaciente, porém educada, tinha a voz grossa. Pergunto-me muito o porquê da falta de simpatia nos olhares dessa gente, o porquê dessa prepotência sem motivo. Enfim, fiz minha parte, concluí meu desejo, distribui meus sorrisos, e não conclui a leitura do livro. No começo me agradei até que me veio a crise, abandonei. Amanhã é dia de Benfica, e de cerveja. 

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