quarta-feira, 4 de abril de 2012

Diário de uns dias passados.

       A chuva ameaçou cair novamente quando acordei para a manhã. O céu nublado me enchia de esperanças. Esperava eu uma chuva como no dia anterior que me deixasse em casa coberto por lenços. Quando o relógio marcou oito da manhã resolvi me levantar e fui para minha primeira aula de teatro no Teatro José de Alencar. As aulas começaram ontem, mas devido a grande chuva que deixou ilhada muita gente, achei melhor faltar. Ontem a chuva que caiu inundou muitos pontos da cidade. Carros ficaram parados na rua alaga. Teve gente que perdeu móvel. Teve gente que não foi trabalhar. Foi um temporal que começou na madrugada e só parou na tarde. Quando deu umas quatro da tarde o sol apareceu com seus raios a atravessar a porta da sala. Fui para o teatro debaixo de um céu carregado de nuvens escuras, premeditei uma chuva fina que caiu durante algumas horas.
        A primeira aula de teatro foi maravilhosa. Cheguei meia hora atrasado e percebi a seriedade que envolve meu professor e a grande sinceridade na sua busca de transformar aquelas pessoas que estão ali a lhe ouvir em verdadeiros artistas. Não pude explicar a turma o porquê de eu ter me interessado pelo curso, o quanto amo a arte, e o meu objetivo. Ao entrar na sala fui logo me juntando a um dos grupos que já estava formado e tivemos que improvisar uma peça de quinze minutos. A peça foi boa, não me acanhei. Amanhã farei uma breve apresentação individual e estou muito confiante. Quero muito continuar participando das aulas, pois me sinto ligado ao que mais amo: a arte.
        Senti uma dor de cabeça e tomei um remédio que a amenizou. Tenho me preocupado com o meu desempenho no trabalho, com minha vida profissional no ramo que atuo no momento, mas me sinto mais tranqüilo se comparado ao passado. Sinto-me mais capaz de conseguir um emprego melhor caso saia desse atual. E temos que confiar em nossa própria capacidade para crescemos.
         Ontem fomos comer camarão, eu e minha galera. Bem próximo do mar. Pude pisar na água gelada e sentir o mar me acariciando os pés. No domingo tomei banho no mar. Eu desejava mergulhar por entre as ondas vastas do mar mesmo em sonho. Era um desejo tão profundo que passei a sonhar e me sentir realmente dentro d’água. Domingo foi um sonho realizado. E hoje também.

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