Ela desceu do ônibus flutuando. Sim, pois seus passos que até então eram rígidos e calculados agora se tornaram apenas passos leves e imperceptíveis por ela mesma. E ia se guiando sem orientação. A única certeza de que tinha era: eu estou feliz. Mais era uma felicidade tão estranha e nunca sentida antes que ficou drogada sem usar droga alguma. Ficou num estado de meditação, mas acordada e sabendo o que sentia. Ela caminhava sem prestar atenção em nada. Agora se sentia completa, mas sabia numa tristeza sem força que aquilo iria passar. Até por que ficaria sem graça se a sensação fosse eterna. Perderia o gosto. E isso tudo por que esteve em contato com seu amado, por que se amaram sem esforços.
Lucas Doth
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