sexta-feira, 1 de abril de 2011

Apenas algumas conclusões.

       Não se encontra amigos de verdade como antigamente. As pessoas estão corrompidas por um egoísmo que já é inato. Estamos comendo bolachas. Estamos respirando o ar poluído da ganância. Estamos subordinados, falidos, seguindo o que os controladores mandam. Fechamos os olhos para não encarar o que nos pesa na consciência.

       Esse é um domingo daqueles. Um domingo de quem começou a beber há pouco tempo. E a garota se vestiu bem, só pra matar seu vício. Isso já não vale mais a pena. Agora podemos fazer um estudo real dos fatos. Hoje é domingo e as pessoas estão na calçada. E todas vivem sem saber. Da vitrola só sai poeira, da boca da mulher sai um escorraço.

       Agora estamos num deserto escaldante e no copo é possível ter pinga. Um chapéu para dá charme e o rebolado do andado para agarrar. Sinuca virtual, nunca dará a mesma sensação, a bola nunca cairá de verdade.  Continuemos nossa farra calorosa. Nosso orgulho inabalável. Vamos jogar, vamos perder, vamos nos afastar. Voltemos depois com o orgulho refeito, com sorrisos embriagados. O sol já vai se embora, mas não temos pressa, pois a noite é bem vinda. A mesinha no canto, baixa e rústica, simples, numa presença sincera. A vida não existiria sem os fatos.

       Vamos revirar o fundo do baú, preciso ter essa surpresa. Lá no fundo talvez encontremos a peça chave que nos levará a alguma conclusão. Subitamente poderemos encontrar a resposta perdida, a essência que escapou. Lá no fundo do baú, um dia encontrei um brinquedo abandonado, que de tão esquecido me atraio.     Vamos voltar alguns passos e pegar a chave que deixamos cair. Não vamos tentar entrar numa casa sem portas. Inopinadamente me veio àquela sena. Quanto tempo faz? Obviamente houve um desvio de interesses. Vamos brincar agora do: se colar colou! Talvez assim economizemos dinheiro. Quando se tem fugidia conexão, o importante é explicar o que desconexamente faz sentido. 

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