sábado, 12 de março de 2011

Esperando o Carnaval

Desejo como uma criança entrar no meio da bagunça dos embriagados do carnaval. Quero pular carnaval. Não sei se suportarei a melancolia e o silêncio dessa casa quando a data chegar. Não quero ficar escutando as machinhas nessa sala que já conheço há anos, nem a cerveja irá me animar se eu ficar aqui. Estou com uma saudade angustiante das folias, dos sorrisos exagerados e afobados. Das pessoas dançando em fileiras de loucuras. No carnaval eu não aceito a solidão, a tristeza. Desde a primeira vez que viajei com meus pais para a casa de um conhecido e lá fiquei, participando de toda a bagunça, nunca mais esqueci a felicidade que senti. E quando não tenho para onde ir nesse período, fico muito triste, desamparado, como uma criança sem seu doce ou brinquedo. Até choro. Por tanto dessa vez tomarei alguma atitude, ficar sentado no sofá, isso eu não vou permitir. E vejo cenas não vividas, não como uma ansiedade, mas como se pertencesse a uma vida passada, onde meu coração libertino escuta as melodias profundas em pulos de felicidade e satisfação. Embriagado pelo momento, pelo copo levado até a boca numa rapidez de dançarino profissional, formado nas ruas e nas festas. Há muito que viver, eu sinto falta de viver certos momentos. Isso é a mais pura ansiedade. Ou talvez seja carência. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário