Sem dúvida hoje é um dia de grande sensibilidade de minha parte. Onde uma saudade grande me invade. Saudades dos amigos que agora estão longe e provavelmente ouvindo um samba. Poderia eu fazer o mesmo, mas a noite passada foi de muita dança, e talvez o cansaço seja o grande causador dessa nostalgia que não me incomoda. E de repente uma vontade de sorrir de tudo isso, de toda essa vida bagunçada que levamos e que nos faz, em momentos, felizes demais. Grandes contradições existem, mas os sentimentos efêmeros são mais verdadeiros, na maioria dos casos. Às vezes não prolongar demais é mais lucrativo. Vou ouvindo essas músicas que, lentas, me embalam numa emoção fresca. Escuto uma voz tão bonita de um cantor que nem conheço, mas que envolve. Estou conhecendo um novo escritor, lendo uma seleção de seus contos, me agradei bastante. Há tanto o que escrever. Só que sinto as palavras restritas aos meus pensamentos. O talento é o que existe de mais bonito em cada ser humano, seja ele qual for. Vou contar uma pequena história de amor:
Quando o sol, prestes a se por, ficava mais fraco, ela levantava a cabeça num orgulho com brilhos nos olhos. Ela ia encontrá-lo, e eis que sentiria aquela calma no peito, aquele alívio. Ele a olharia com rapidez, numa timidez tão atraente. E sentariam um ao lado do outro, ambos procurando o que falar, tentando fugir de um silêncio, tentando não causar más impressões. Ela falando coisas tão pessoais, usando palavras íntimas. Ele escutando, esperando sua vez de falar, com um olhar indecifrável. Fim.
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