Trabalho como vendedor externo. E por isso passo a maior parte do meu dia na rua. A rua é meu local de trabalho e meu local de viagem tanto interna como externamente. Hoje, a segunda-feira iniciou-se num sol quente típico de Fortaleza. Acordei desanimado e impessoal. Completamente distante eu estava de mim mesmo. Distante de meus pensamentos mais completos. E senti também distanciada a minha percepção. Acordei bem depois de abrir os olhos. Gosto do meu trabalho, ele combina comigo e sem saber eu fui me preparando pra ele. Faço visitas e me relaciono com várias pessoas desconhecidas diariamente, o que não me cansa. Eu gosto de gente. Aprendo com as pessoas. E acordei num desanimo que só sinto na segunda. Completamente indisposto eu me ergui carrancudo. Tomei um banho e me pus a trabalhar. Eu tentava me esquecer do final de semana que foi tão bom pra mim. Fui à uma casa de praia lotada de pessoas que eu não conhecia, mas que eram livres como eu. Eram pessoas afins apenas de uma coisa: se divertir o tempo todo. E o domingo se passou despercebido. Eu me diverti como previ e fiquei sentindo saudade da liberdade que me tomou. Mas como a vida não pode parar numa casa de praia, voltei ao trabalho. E lendo um livro percebi, já saindo do sonambulismo, percebi que eu estava vivendo e acordei. Foi então que me dirigi à região metropolitana. Sai de fortaleza, fui para a cidade ao lado. Pego vários ônibus por dia. Por isso sempre pego emprestados livros, para está constantemente pescando palavras. Palavras que emprego em meus textos. E capturo meios de escrita também. Pois eu fui para a outra cidade fazer meu trabalho e voltei feliz. Voltei com um sorriso estampado no rosto. Conversei com um motorista de transportes coletivos e tirei uma dúvida: Como se sentem os motoristas de ônibus. Eu sempre achei a profissão muito exaustiva e enfadonha, pela rotina diária, pela mesmice do serviço, mas eu queria saber do motorista como é. Ele me afirmou de forma pausada e ciente que é preciso paciência e me disse que os novatos são mais abusados. Aí eu pensei: Como o tempo nos ajuda. Geralmente eu não pergunto informação a motorista, pois não gosto de ser tratado mal. Alguns são legais e fazem questão de ajudar, outros fingem que não sabem. Eu tenho raiva de quem reclama do trabalho, e desconta nos outros a própria angústia. Enfim eu aprendi a escutar as outras pessoas, e pude entender melhor a vida. Cheguei a uma conclusão, já faz um tempo que descobri, mas só agora vou escrever sobre: A felicidade é uma escolha que cada um tem dentro de si, mas algumas pessoas não sabem escolhe-la. Digo: É feliz quem escolhe ser feliz. Já vi tanta gente por aí sorrindo de verdade e numa situação que pra mim seria o fim de tudo. Vejo pessoas que poderiam ter escolhido a morte, mas não, escolheram sorrir e são felizes. Claro que não existe a suprema estabilidade dos sentimentos e nós somos volúveis, mas eu escolhi a felicidade, apesar das tristezas e medos que tenho. Mas não estou escrevendo auto-ajuda não me entendam mal. Enfim, hoje acordei disposto a encarar a semana com a única arma que tenho: minha própria vida.
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