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quarta-feira, 4 de abril de 2012

Conturbadas Conclusões

       Muitos desejos meus foram sendo realizados com o passar do tempo, e inclusive com minha força de vontade. Não deixo de acreditar na lei da atração, pois sempre vi aquilo que desejei profundamente sendo realizado. Tenho orgulho dessa força natural que me envolve e que me traz o que quero. Mas em certos pontos específicos essa força falha continuamente. Será que meu desejo de possuir essas certas coisas é um desejo superficial? Será que no fundo eu não desejo o que momentaneamente quero? Chego a duvidar.
       Por vezes o desejo nos sobe a cabeça e nos deixa descontrolados: eis a compulsão. Quando encontro uma brecha para obter o que quero, e quando vejo que há possibilidade de obter o que me é desejado, sem medir muito as conseqüências futuras mergulho no prazer de possuir. Mas há algo que quero certas vezes que me parece tão distante que passo a me sentir tão fraco, tão vulnerável diante de tamanha carência, que a falta de coragem me toma por inteiro, e me tranco em mim mesmo, conformado apenas em ser quem sou sabendo o que sei.
        Percebi que eu costumava ver o mundo de dentro pra fora e agora passo a vê-lo de fora pra dentro. Tenho o ímpeto de sair de dentro de mim.  E me sinto alheio a muitas coisas e a muita gente que me rodeia. De quando em vez acabo sentindo que as pessoas mais próximas estão mais distantes ainda. E todas essas conturbadas conclusões brotam de uma consciência séria e calculista que talvez precise parar de analisar. Acho que me envolvo demais em minhas próprias análises, transformando-as em obsessões involuntárias.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Sua Voz Rouca

Oh meu querido, eu estive pensando na gente, e agora já é hora de dormir, pois já passa da meia noite. Quando eu caminhava de volta pra casa na escura rua, o vento soprou forte em meus ouvidos e então eu pude ouvir sua voz rouca me chamando. Mas eu estive pensando na gente, e de vez em quando pensar em você me deixa muito confuso. Talvez eu não tenha toda certeza, e preciso decidir se vamos até o fim. Com você eu vou ao fim do mundo e não me canso. Mas está na hora de dormir, pois essa insônia tem que acabar. Quando o sol resolver aparecer vou ter que estar bem. E não quero mais ter que duvidar de nós dois. Você deveria me fazer ter certeza. Não seja covarde e me traga a certeza da qual preciso. 

sábado, 20 de agosto de 2011

Barzinho

Sentia saudades desse lugar, dessa liberdade que o ambiente aqui transmite.
Essas luzes vermelhas dando um ar de bordel, essas mesinhas de madeira. Tudo forma um bar super agradável. Mas o que me chama mais atenção são as pessoas que se encontram aqui, os meus amigos, claro, e os outros, que sentam nas outras mesas, que conversam sobre outros assuntos, que bebem outras bebidas e usam outros cortes de cabelo. Gosto de gente, não troco a presença de uma pessoa por um computador. Portanto não me peça pra ir embora, eu quero ficar aqui esperando dar a minha hora, em quanto isso, de vez em quando vou lembrando de você.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Expectativas Num Sábado

       Sábado em casa é tudo de bom que existe. Não fui pro curso, nem vou mais, no sábado não. Que ilusão a que eu tive de que daria certo passar o meu sábado inteiro numa sala de aula. Amo estudar, mas no sábado não. O sábado é laser, é o dia que antecede o domingo, e domingo é dia sem compromisso, portanto não precisamos nos preocupar com nada no sábado. E quando chegar a noite, os corações palpitarão mais forte, e as palavras soarão mais altas, os palpites serão mais sérios, o amor pegará fogo. E agente sairá por esse mundo, por esse bairro a procura do que rir. 

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MÚSICA

       Tem uma música, que escuto nesse exato momento, que me embala numa nostalgia boêmia. Uma música que me faz ver coisas nunca antes vistas e sentir aquela velha e comum saudade do que nunca me pertenceu, dos momentos que outros viveram, não eu. Através dela eu vejo becos e roda de samba. Vejo bares com cadeiras de madeira e cerveja pra nunca mais faltar. Vejo o samba no pé dos boêmios e as amizades mais sinceras, mais fatais. E lembro-me de uma felicidade que sempre quis sentir, diferente da felicidade que existi aqui onde vivo. Não que a daqui seja ruim, pelo contrário, os meus sorrisos sempre foram muito verídicos, mas essa tal felicidade que vejo é uma que só se encontra num lugar que não sei onde fica. Mas a percebo, quase a sinto. Só não estou lá, no bar das alegrias desvairadas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Senti de súbito uma vontade descontrolada de escutar Rock e é exatamente o que faço no momento. Bebo uma cerveja e escuto uma banda que toca uma música legal. O sol está intenso, e minhas certezas estão mais intensas ainda. Minha intuição há algum tempo tem me mostrado algo muito desagradável. A solidão nos faz perceber o quanto é importante a presença de alguém, que antes não fazia a menor diferença por conta do nosso egoísmo. Essa solidão que estou sentindo, e que cresceu de uns dias pra cá não me mata, mas me machuca. Eu não me abandonei e isso é o que me ergue. 

domingo, 23 de janeiro de 2011

Certa tranquilidade

Apesar de estar sozinho eu não tenho essa sensação. Não sofro. Às vezes me fecho dentro dos meus livros só pra fugir um pouco da mesmice que se torna o dia. Mas logo me vem uma paz descomunal e sinto vontade de escrever no ar palavras numa língua inventada. Entre reflexões profundas e morais eu me encontro de repente sendo tão feliz que me estranho. Eu descubro que sempre fui feliz, mas que de quando em quando me afasto das pessoas. Acho que é a minha necessidade de ficar só. Então eu gosto de ficar só às vezes. É bom. Não tenho medo da solidão. Mas claro que gosto de uma boa companhia. Agora vou acabar de vez com o livro que estou lendo, faltam algumas páginas para chegar ao fim. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

sábado em casa

        O sábado me deixa uma grande dúvida do que devo fazer. Geralmente fico aqui de frente pro computador lendo algo que me interessa na internet. Na parte da tarde, meu amigo virá e encontraremos o que fazer. A casa está penumbrosa por conta do tempo nublado, as luzes estão apagadas e sinto o ambiente bem aconchegante. E agora passados alguns minutos a escuridão tomou conta da casa inteira, acho que vai cair mais um temporal daqueles. Sabe quando você precisa de algo apenas por pensar que o que deseja irá suprir um vazio que você sente, mas quando alcançada a coisa o vazio permanece, isso aconteceu comigo. E deve acontecer com todo mundo, pelo menos uma vez na vida. Olhei o significado do meu nome em um site, e quer dizer: terra de luz. Será que existe alguma influência de meu nome em relação ao amor que sinto pela luz, pelo sol? Bem, não faço a mínima idéia, mas é uma grande coincidência. Não sou mais supersticioso como antes. Não tenho medo de passar em baixo de escadas ou quebrar espelhos e muito menos de gatos pretos. Levo os fatos muito à sério, e acredito mesmo nas explicações mais realistas, mas as superstições existem e eu as respeito. Tem uma coisa que eu gosto muito: os ditados populares. Amo a veracidade que existe nos ditados populares. São textos mínimos e de autores desconhecidos, mas que fazem tanto sucesso justamente pela veracidade que cada um traz. Por exemplo, amo esse: casa de ferreiro, espeto de pau, ou, o seguro morreu de velho. Enfim, o provérbio é algo que trago com orgulho em meu dia-a-dia, e me divirto bastante os usando.